O Egito
parece que está num beco sem saída. Uma corrente se levantou contra uma
situação que durante anos mantinha o governo do país.
Foi na
primeira crise do Egito em 2010, que esta corrente, levou a deposição do
Presidente Mubarak.
Esta corrente de insatisfação foi liderada principalmente
por setores religiosos que eram oprimidos pelo governo.
Enfraquecida
a classe que governava, formada por militares, foi logo substituída pela classe
que oprimia.
Não levou
muito tempo para que o novo governo estabelecido, formado pela classe
religiosa, iniciasse manobras para garantir a permanência no governo.
Com a
eminente ameaça de virar uma República Islâmica o Egito, sofre o segundo golpe
e o governo e novamente deposto.
É o dualismo que tenta controlar o governo.
Ora os
militares ora a Classe Religiosa. Ambas correntes fazem isso para garantir a
própria sobrevivência.
Diante do
tudo o que o Egito já viveu nestes últimos 3 anos, uma coisa é clara, as duas
correntes não podem governar o país.
Por mais capazes
que os militares sejam, governar o país não é função deles. Por mais coerentes
que sejam os cléricos não é função deles governar ou influenciar no goveno.
Então temos
que ter um governante neutro que não esteja preso a nenhuma corrente.
Um
governante que somente esteja comprometido com o bem estar do Egito e do seu povo,
seja ele quem for muçulmano, cristão, militar, comerciante, de esquerda ou de
direita.
O Egito tem
uma cultura muito rica e um povo maravilhoso.
Diante das
constatações, somente um Rei seria capaz de assumir o controle e dar uma
verdadeira estabilidade ao Egito.
A Monarquia
não tem nenhuma ideologia.
A monarquia
é uma filosofia de regime com um Rei como Chefe de Estado, símbolo da nação e
garantidor do equilíbrio político. As ideologias em qualquer regime monárquico
constitucional ficam restritas as campanhas nas eleições legislativas e
executivas.
As
ideologias do Rei são duas: o Egito e o povo do Egito.
Portanto o Rei
é servido por monárquistas de todas as correntes existentes no Egito.
Assim como acontece
nas Monarquias modernas, assim terá que ser feito no Egito.
A volta da
Monarquia Parlamentar Constitucional, no Egito deve ser precedida por uma nova
Constituição.
A nova
Constituição deve ser redigida por todos os setores da nação de forma
democrática.
Me baseio
nas palavras de um grande monarquista para concluir:
“A
principal característica de um bom soberano é saber encarnar as virtudes de seu
povo, sendo delas espelho e ao mesmo tempo favorecedor.
Como um bom
pai, o soberano deve incentivar as qualidades de seus filhos, ampará-los em
suas debilidades e coibir os seus erros.
Deve ser
muito respeitoso das autonomias dos indivíduos e dos grupos sociais e ao mesmo
tempo um padrão inatacável de moralidade.”
Príncipe D.
Luiz de Orleans e Bragança.

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