sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A saída para a crise do Egito passa pelo retorno da Monarquia Constitucional Parlamentarista.


O Egito parece que está num beco sem saída. Uma corrente se levantou contra uma situação que durante anos mantinha o governo do país.
Foi na primeira crise do Egito em 2010, que esta corrente, levou a deposição do Presidente Mubarak. 
Esta corrente de insatisfação foi liderada principalmente por setores religiosos que eram oprimidos pelo governo.
Enfraquecida a classe que governava, formada por militares, foi logo substituída pela classe que oprimia.
Não levou muito tempo para que o novo governo estabelecido, formado pela classe religiosa, iniciasse manobras para garantir a permanência no governo.
Com a eminente ameaça de virar uma República Islâmica o Egito, sofre o segundo golpe e o governo e novamente deposto. 
É o dualismo que tenta controlar o governo.
Ora os militares ora a Classe Religiosa. Ambas correntes fazem isso para garantir a própria sobrevivência.
Diante do tudo o que o Egito já viveu nestes últimos 3 anos, uma coisa é clara, as duas correntes não podem governar o país.
Por mais capazes que os militares sejam, governar o país não é função deles. Por mais coerentes que sejam os cléricos não é função deles governar ou influenciar no goveno.
Então temos que ter um governante neutro que não esteja preso a nenhuma corrente.
Um governante que somente esteja comprometido com o bem estar do Egito e do seu povo, seja ele quem for muçulmano, cristão, militar, comerciante, de esquerda ou de direita.
O Egito tem uma cultura muito rica e um povo maravilhoso.
Diante das constatações, somente um Rei seria capaz de assumir o controle e dar uma verdadeira estabilidade ao Egito.
A Monarquia não tem nenhuma ideologia.
A monarquia é uma filosofia de regime com um Rei como Chefe de Estado, símbolo da nação e garantidor do equilíbrio político. As ideologias em qualquer regime monárquico constitucional ficam restritas as campanhas nas eleições legislativas e executivas.
As ideologias do Rei são duas: o Egito e o povo do Egito.
Portanto o Rei é servido por monárquistas de todas as correntes existentes no Egito.
Assim como acontece nas Monarquias modernas, assim terá que ser feito no Egito.
A volta da Monarquia Parlamentar Constitucional, no Egito deve ser precedida por uma nova Constituição.
A nova Constituição deve ser redigida por todos os setores da nação de forma democrática.
Me baseio nas palavras de um grande monarquista para concluir:

“A principal característica de um bom soberano é saber encarnar as virtudes de seu povo, sendo delas espelho e ao mesmo tempo favorecedor.
Como um bom pai, o soberano deve incentivar as qualidades de seus filhos, ampará-los em suas debilidades e coibir os seus erros.
Deve ser muito respeitoso das autonomias dos indivíduos e dos grupos sociais e ao mesmo tempo um padrão inatacável de moralidade.”

Príncipe D. Luiz de Orleans e Bragança.

Nenhum comentário:

Postar um comentário